Os índios "Kadiwéu" ou "Cadiuéu" são descendentes dos Mbaya-Guaicurus, "Índios Cavaleiros", com fama no passado por terem sido excelentes guerreiros. Nos conflitos escondiam-se no dorso dos cavalos para iludir os inimigos, fazendo-os crer que os animais estavam sem montaria. Destacaram-se pela tenaz resistência, imposta aos espanhóis e portugueses, em conflitos na bacia do rio Paraguai quando da colonização do Brasil.
Vivem na região Serra da Bodoqueira, entre Bonito e Jardim, no Mato Grosso do Sul, num território de 100 mil hectares. Suas principais atividades são a criação de gado, a agricultura de subsistência, a caça, a pesca e o maravilhoso artesanato.
Os Kadiwéu são admirados pelo excelente trabalho que realizam com o barro, principalmente no que se refere à decoração das peças. São desenhos geométricos com cores fortes - preto, vermelho, ocre, amarelo, branco, verde e outras. Os corantes utilizados são naturais: minerais e vegetais da região.
A trabalho de modelar o barro é predominantemente feminino, como sempre acontece nas tribos indígenas.
Os desenhos gráficos dos Kadiwéu influenciam bastante os trabalhos de estilistas, pintores e outros artistas de Mato Grosso do Sul. Nas lojas de Campo Grande, capital do estado, é comum encontrar os mais variados objetos ostentando símbolos artísticos dos indígenas.
Algumas lojas de artesanato de Bonito vendem peças cerâmicas originais dos índios Kadiwéu, mas é preciso ter certeza da originalidade, pois há peças falcificadas.
Visitar aldeias indígenas em Bonito e região é possível mas necessário solicitar autorização na Secretaria de Turismo com muita antecedência. É bom que você esteja preparado para aguardar vários dias, pois ás vezes a espera é longa. As aldeias indíginas são longe da cidade de Bonito - 70 km ou mais.